Qualquer Gato Vira-Lata

           
       O cinema nacional vêm crescendo muito nos últimos anos, isso é fato. E o principal pilar desse crescimento é sem dúvida as comédias, que embora não sejam muito originais, atraem grande parte do público brasileiro. Soma-se a regra da Ancine de cotas de exibição mínima de filmes nacionais nos cinemas brasileiros e as comédias se tornam a opção mais fácil de lucrar com a sétima arte no Brasil.
            Se no começo do ano com ‘De Pernas Por Ar’ os brasileiros provaram que sabem fazer a platéia rir e entreter, em ‘Qualquer Gato Vira-Lata’ eles perdem um pouco dessa credibilidade. O filme de Daniela de Carlo e Tomas Portella já começa partindo de uma ideia pouco original e, pra piorar, é mal conduzido.
            O filme conta a história de Tati (Cléo Pires), que leva o pé na bunda de seu namorado Marcelo (Dudu Azevedo), na noite do aniversário dele, que passa com outra. Por acidente, encontra um professor de Biologia com uma teoria sobre os relacionamentos e pede ajuda a ele para reconquistar Marcelo ou conseguir partir para outra.
            A história então se assemelha a do filme ‘A Verdade Nua e Crua’ (Com Katherine Heggel e Gerard Butler), mas não consegue chegar aos pés deste. A primeira metade do filme chega a ser entediante e o filme começa a ficar divertido só depois. Fora que o casal principal não tem metade do talento dos americanos, embora Cléo se esforçe bastante, entregando uma ótima interpretação, mas que no começo do filme não agrada muito. Dudu também trabalha bem, enquanto Malvino Salvador é pouco explorado na pele do professor de biologia. E ainda têm o final mais clichê possível.
             Assim,  longa baseado na peça quase homônea de Juca de Oliveira peca por não ser muito engraçado nem muito original. Se existe uma razão pra assistir é a interpretação da Cléo Pires ou algumas risadinhas que o longa arranca levemente, mas nada muito imperdível.