A Inquilina

            Hilary Swank (‘Menina de Ouro‘) é uma daquelas atrizes que não tem mais nada a provar. Depois de ganhar dois Oscar de melhor atriz e dois globos de ouro na mesma categoria, se tornou uma das mais importantes atrizes de Hollywood, trabalhando em projetos diversificados como a biografia de Amélia Earhart ou o filme Dália Negra, sob direção de Brain de Palma (‘Vestida Para Matar’, ‘Os Intocáveis’, ‘Missão: Impossível‘, entre outros). Mas eis que vira e mexe aparece um filme mais comercial como ‘Colheita Maldita‘ e agora esse ‘A Inquilina‘ (The Resident).
             Nesse suspense do estreiante Antti Jokinen, Hilary vive a doutora Juliet Dermer, que acaba de terminar o relacionamento mais importante de sua vida, após seu namorado tê-la traido. Ela procura apartamento em Nova York e acaba encontrando no prédio de Max (Jeffrey Dean Morgan, mais conhecido pelos seus personagens na série Grey’s Anatomy e Supernatural) um grande apartamento com uma pechincha de aluguel. Lá, começa a se sentir estranha, como se algo tivesse dentro do apê com ela. Além de Max, vive no prédio seu avô, um velinho bizarro e misterioso.
             O filme constrói bem a história e mantem o espectador envolvido até certo ponto em que flashbacks começam. Para explicar um detalhe, muito revelador mas nada que seja surpresa, todo o filme é revisto na perspectiva de outro personagem que não Juliet. Legal até, mas quebra completamente o clima de suspense e entrega algo que poderia ter sido facilmente empregado sem a necessidade de rever tudo o que aconteceu.
             Depois dessa volta ao passado desnecessária, o filme volta ao bom ritmo de suspense, dessa vez mostrando a história sob a perspectiva de todos os personagens principais. Sem mais nenhum segredo para esconder, a narrativa avança e o clima de tensão também, criando ótimos e aprensivos momentos. E ainda o desfecho é de mestre: simplesmente não há, já que a projeção acaba junto com o clímax, mantendo o medo até o último segundo.
             Em suma, A Inquilina tem furos na construção da narrativa, entretanto consegue cumprir o que um bom suspense deve fazer. Não é a melhor atuação de Swank, mas mesmo assim a atriz supera qualquer outra loira indefeza que poderia ter sido cotada sem problemas para interpretar seu papel.

Um comentário em “A Inquilina

  • 31 de julho de 2011 a 20:21
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    vc é muito bom nisso hein! amei! acho que vc já é profissional!! rsrsrr.. mas ainda acho que a Hilary e a Jenifer são a mesma pessoa.. rsrrsrs (gabi)

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