Onde o Amor Está!

  

       Impossível não pensar em “Coração Louco” (Crazy Heart, 2010), no qual Jeff Bridges ganhou o globo de ouro de melhor ator pelo papel principal, ao assistir “Onde O Amor Está” (Country Strong). Todos os elementos estão lá: a música country, os problemas com a bebida, a carreira por água abaixo por causa dela, relacionamentos instáveis e a chance de se reerguer. Poderia se dizer que sai Bridges e entra Gwyneth Paltrow, mas apesar das semelhanças, o filme desta atriz também tem seu brilho.
       A trama neste é bem diferente: Kelly Canter (Paltrow) é uma grande estrela americana, entretanto perdeu o bebê bêbada em um show em Dallas e foi parar numa clínica de reabilitação, onde se envolveu com um anônimo cantor de bares, Beau Hutton (Garrett Hedlund), traindo seu marido que também é seu produtor. Este fará de tudo para que Kelly dê a volta por cima e retome sua carreira de volta ao topo, mas ele começa a se interessar por Chiles Staton (Leighton Meester, da série Gossip Girl), uma ingênua jovem que sonha em se tornar uma estrela tão grande quanto Kelly, mas que para isso precisará da ajuda de Beau para superar suas inseguranças.
        Enquanto “Coração Louco” se sustentou majoritariamente em Bridges, “Country Strong” tem outros atrativos além da excelente atriz principal: os três coadjuvantes formam uma rede de conflitos bem desenvolvida e essencial para a construção da trama. Claro que Gwyneth, que já ganhou o Oscar por “Shakespere Apaixonado” e quase salvou “Duets – Vem Dançar Comigo” com a música “Cruisin'”, é o grande destaque do filme e sua atuação (e as perfomances) é mais uma vez cativante e digna de aplausos. Fora o elenco, as músicas também valem por si só, não só as da Paltrow, como também as de Meester e Hedlund. Impossível não se apaixonar pelo dueto dos dois “Give In To Me” ou por Leighston arrasando ao cantar ‘Words I Couldnt Say’, só pra citar alguns exemplos.
       O enredo do filme é muito bom e não deve decepcionar ninguém, principalmente junto com um elenco e uma trilha sonora tão boas. É uma pena que a força do country seja fraca no Brasil e o filme, indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme (comédia ou musical), tenha saído diretamente em DVD. Ver, na tela grande, Gwyneth Paltrow cantando “Coming Home”, música indicada não só ao Globo de Ouro quanto ao Oscar de Melhor Canção,  já seria um espetáculo por si só. Mas a obra por completa também valeria ver no cinema, assim como vale ver em casa. Afinal, é sobre música, amor e fama: aquela combinação que pode dar o que falar.     

Abaixo, a perfomance de Paltrow no Oscar 2011: 
       
       

   

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