Battleship: Batalha dos Mares

     

         O que se pode esperar de um filme baseado no clássico batalha naval? Numa ideia maluca do diretor Peter Berg (O Reino, Hancock), alienígenas que se parecem com os Transformers foram o ingrediente para transformar um jogo simples num longa metragem. O resultado não vai além do que é comum no gênero, mas funciona como entretenimento.
        Taylor Kitsch é Alex Hopper, o irmão vagabundo de Stone (Alexander Skarsgård, que, curiosamente, foi da marinha sueca), cuja maior preocupação é pedir a mão de uma loira para seu chefe, o Almirante Shane (Lian Neeson), até que, durante uma viagem da marinha americana com a japonesa, sua tripulação encontra um objeto estranho que se revelará, obviamente, uma nave alienígena. Sem possibilidade de pedir ajuda, os tripulantes não terão outra escolha a não ser enfrentar o desconhecido, muito mais poderoso que eles.
      O grande exito do filme é tornar algo tão banal como um simples joguinho num interessante filme pipoca. Não haveria a menor graça ver navios se atacando e a ameaça alienigena torna as coisas interessantes, afinal, a luta é desigual e o espectador está do lado de quem está em desvantagem. O problema é justamente o longa ser como um outro qualquer: cheio de clichês e cenas de ação, com algumas tiradas sarcásticas (bem menos engraçadas que em Hancock, por sinal) e lições de vida. É o encontro de Alien com o já citado Transformers, em alto mar.
         Kitsch, que trabalhou com o diretor na série Friday Night Lights, é o único ator que se destaca, mas só mesmo por ser o principal, cujo personagem logo no início (na melhor cena do filme, aliás) revela ser uma figura engraçada e inconsequente. Rihanna, em sua estreia como atriz, repete sua pose de machona no clipe da música Hard e não mostra nada de novo – puro esteriótipo da mulher no exército que se comporta como um homem, num papel aquém à imagem criativa da cantora, que na turnê que passou pelo Brasil em 2011 cantou em cima de canhões de guerra pink (leia sobre o show clicando aqui). Há também o personagem com as pernas biônicas, o melhor entre os protagonistas e talvez o ponto alto do filme – apesar de, como os outros, ser mal desenvolvido.
        Battleship: Batalha dos Mares (Battleship) deve agradar como uma obra criativa no papel, mas nem tanto na sua realização. Péssima escolha de Rihanna para iniciar sua empreitada como atriz, mas não tão ruim para quem quer apenas se divertir.