Diário 37ª Mostra – Vol. 2

O diário da 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo continua! Nesse volume 2, mais dicas de filmes para assistir. De clássico de Kubrick a filme argentino com Ricardo Darín, tem para todos os gostos. 

Pop with Popcorn, pelo segundo ano consecutivo, traz algumas dicas para os nossos leitores não ficarem por fora do maior evento de cinema de São Paulo. Nessa edição, teremos uma série de pequenos “diários” com os filmes vistos a cada dois ou três dias. Para acompanhar as atualizações, é só ficar de olho na nossa página no Facebook (clique aqui), ou acessar o blog com maior frequência. 

Confira o nosso 2º especial da jornada:
 
5) Dr. Fantástico
A 37ª Mostra tem na figura do diretor norte-americano Stanley Kubrick seu maior homenageado. Lançamento de livro, exposição no MIS e retrospectiva fazem parte do especial. Vergonha não assistir a pelo menos um clássico do diretor na tela grande, né?

Dr. Fantástico é filmado em preto e branco e conta a história do iminente fim da civilização na Terra: um general de alto escalão do exército americano ordenou um ataque nuclear à URSS, sem saber que os soviéticos haviam desenvolvido um sistema que devastaria o mundo caso eles fossem atacados. Diante dessa situação, o presidente norte-americano buscará alternativas para impedir o ataque que pode devastar toda a humanidade. A maior parte do filme se passa numa sala de reunião, onde diálogos, ora cômicos, ora sérios, dão o tom da trama.


6) O Que Os Homens Falam
O primeiro grande achado da Mostra é essa comédia argentina, do diretor Cesc Gay. São várias esquetes reunidas, todas retratando homens em crise. Adultério, separações, virilidade, casamento, impotência, problemas emocionais… Uma série de problemas do universo masculino, expostos com humor inteligente, nesse longa sustentado basicamente pelos diálogos afiados do roteiro.

O ponto fraco é o desfecho, que deixa muito a desejar. Após um desenvolvimento excelente, terminaram o filme de qualquer jeito. O que foi, talvez, o pior jeito: tentando amarrar aqueles personagens desconexos. Final chinfrim para uma comédia de alto nível.

O destaque é para esquete com Ricardo Darín, a mais hilária e criativa do longa.


7) O Garoto Que Come Alpiste

Representante da Grécia no Oscar, o filme é um retrato da crise europeia, personificada na figura de um homem que se alimenta com comida de passarinho. Não se trata de um filme de acontecimentos, com enredo, mas sim de uma experiência sensorial, repleta de closes e planos detalhes. Acompanhamos a rotina do personagem tentando sobreviver. Se ele come alpiste e não pão ou lixo parece fazer parte da escolha de retratá-lo, muitas vezes, como um animal, à beira (ou já dentro) da loucura. 
O plano final do filme traz a imagem de uma estátua sem cabeça e sem mãos, tombada. Só esse pequeno detalhe sintetiza toda a força e a crítica do filme: os gregos estão derrubados, imóveis e loucos.

8) A Garota do 14 de Julho

Uma das surpresas da Mostra, esse filme francês, que integra a competição de novos diretores, trata da crise europeia de maneira oposta à de O Garoto Que Come Alpiste: com muito humor negro, situações absurdas e referências a Kafka e Godard. Desemprego entre os jovens e recessão econômica são o plano de fundo para esse road movie divertidíssimo, que lembra muito as comédias hollywoodianas.  

Veja também: Diário da Mostra, Vol. 1

Volte em breve para conferir mais dicas da 37ª Mostra. 


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