Os Melhores Filmes de 2013

O Pop with Popcorn apresenta a lista de melhores do ano. Foram selecionados apenas filmes que tinham crítica no blog. Para ler as resenhas na íntegra, só clicar no nome do filme 😉

“São raros os filmes hoollywoodianos que conseguem envolver tanto o espectador, não com ação, mas explorando bastante os sentimentos dos personagens, por meio das músicas e dos seus closes. Algumas pessoas sairão das salas antes do final, porque, apesar de envolvente, está longe de ser uma obra fácil de ser digerida. Quem assiste à ela está desarmado diante de tantas cenas levemente tocantes e precisa estar disposto a permitir essa vulnerabilidade, essencial para sentir que, em suma, Os Miseráveis é arrasador.”
“Enquanto Branca de Neve e O Caçador se propunha a ser dark, mas manteve a essência infantil da versão mais conhecida, o filme de Berger teve a ousadia necessária para fazer uma obra verdadeiramente genuína – pelo menos, no cinema, pois é certo que o conto já teve muitos outros enredos ainda mais violentos ou malucos, ao longo dos séculos em que foi transmitido oralmente. 
Branca de Neve é uma obra diferente e ousada, o que, curiosamente, torna o filme muito mais agradável e divertido do que qualquer adaptação recente de contos feita pelo cinema americano. A direção ágil, a trilha de peso e o enredo repleto de reviravoltas, além das peculiaridades espanholas, mantém o espectador intrigado. Você pode até conhecer a história, mas em momento algum poderá prever a cena seguinte.”


Ferrugem e Osso é um filme delicado, com duros e impressionantes pontos de tensão. Um enredo excelente, combinado com atuações e direção de alto nível, resultam numa obra desconcertante e, ao mesmo tempo, encantadora.”

“Sofia Coppola teve um feeling incrível de como essa história real tem um viés contestador de muitas nuances da sociedade. Toda essa crítica está estampada em Bling Ring – A Gangue de Hollywood, um filme que mostra o quanto a juventude de hoje é problemática, mas, ao mesmo tempo, fascinante. Coppola sabe aproveitar a chance de fazer um filme que seduz e repudia ao mesmo tempo. Ela mostra o quanto esse estilo de vida é sedutor e divertido, e ao mesmo tempo vai além dessa superficialidade. A cena final, fidedigna à personagem na vida real, é a síntese perfeita para um filme em sintonia com o mundo contemporâneo.”
Azul é a Cor Mais Quente é um filme ousado e complexo, apesar da aparente simplicidade. Trata-se, sobretudo, de uma obra não apenas sobre homossexualidade, mas sobre o desejo – a eterna lacuna que nunca é preenchida no ser humano, que o faz querer mais e mais, que motiva Adele a tentar se encontrar. Sobre as delícias e as dores da jornada de autodescobrimento. E, por fim, sobre um amor que nasce, atinge o seu ápice e vai se esvaindo, como em uma relação sexual – ou, se preferir, como se a relação com Emma fosse o grande orgasmo da vida de Adèle.”
Menção Honrosa: O Grande Gatsby

O Pop with Popcorn amou o filme (leia a crítica clicando no nome ai em cima), mas só por ter proporcionado músicas como a excepcional Young and Beautiful, da Lana Del Rey e as novidades de Sia, Florence + The Machine, Will.I.Am e Fergie, já merecia uma lembrança especial, não é mesmo?

Melhor Filme da Mostra: Miss Violence
Prepare-se para ser provocado. Miss Violence, longa-metragem grego, foi a maior surpresa da Mostra. Imagine um filme que começa com um close numa porta, e, logo em seguida, vai para uma festa de uma garota que acaba de fazer 11 anos. Algo está errado: a garota e sua irmã não sorriem, em oposição ao seu avô que dança com a primeira, sorridente. Nesse momento de suposta felicidade em família, a aniversariante caminha quieta para a janela e se suicida. Perplexos, e sob a mira da assistência social, os parentes da menina tentam retomar as suas vidas, como se a situação traumática nunca tivesse acontecido. Aos poucos, o público vai descobrindo um ambiente opressor e nuances violentas nos personagens, em especial na única figura masculina do filme.

A questão que permeia a obra é o autoritarismo das relações familiares, sendo que nisso se encontra uma longa tradição de passividade e subordinação ao “chefe de família” e o tão frequente uso da violência física e verbal com finais “educativos”. Miss Violence não pretende ser um filme de superação de luto e sim uma crítica feroz a instituição familiar e ao uso da violência. Com pequenas reviravoltas surpreendentes e chocantes, esse é um filme mais que desconfortável, é totalmente desestabilizador. Imperdível! “


O diretor avacalhou: não surpreende, não seduz e não provoca a ninguém que está acostumado com seus filmes. Cinema de autor transformado em Todo Mundo Em Panico, edição especial ‘nas alturas'”. 

Curta a página do blog no Facebook: https://www.facebook.com/PopWithPopcorn 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *