Mulheres Ao Ataque

Por Gabriel Fabri
O diretor Nick Cassavetes já conseguiu emocionar o público várias vezes. Foi assim com “Uma Prova de Amor”, a história de uma menina que passou a vida submetida a procedimentos médicos para ajudar a saúde da irmã mais velha, que tinha câncer; ou com “Diário de Uma Paixão”, a mais icônica adaptação de um romance de Nicholas Sparks. Agora, Cassavetes se aventura em uma comédia a lá “Sex and The City”: trata-se de “Mulheres ao Ataque” (“The Other Woman”).
Carly (Cameron Dias) é uma bem sucedida advogada, que parece ter encontrado o homem dos seus sonhos. Decidida a não perder Mark (Nikolaj Coster-Waldau), ela resolve fazer uma visita surpresa até sua casa e dá de cara com Kate King, a esposa dele, interpretada por Leslie Mann. Descobrir que seu namorado é casado seria o fim da linha no relacionamento para Carly: todavia, é apenas o começo de seus problemas. Kate vai atrás dela para saber como lidar com a situação, e nasce uma amizade improvável entre a esposa e a amante. Não vai tardar para descobrirem um terceiro caso do homem, a bela Amber (Kate Upton). Juntas, as três querem “justiça”, ou seja, vingança. 
A ideia pode até ser criativa, mas o filme de Cassavetes não traz nada de novo que o destaque e nem funciona muito bem. “Mulheres ao Ataque” demora a engrenar sendo que, até o plano de vingança começar a ser planejado, a obra se arrasta com piadas pouco engraçadas que podem gerar risinhos constrangedores, no máximo. Depois, contenta-se com piadas de diarreia, cabelos caindo e um final mais do que previsível.
Poucos momentos se salvam: são realmente engraçadas as sequências em que Carly quase é sufocada por um vestido de noiva, ou quando ela e Kate avistam pela primeira vez a personagem de Upton. A atuação de “marido perfeito” Coster-Waldau até chama a atenção, mas na sequência final, o ator desaba com um trabalho caricato e pouco crível. Para suprir a falta de piadas boas, mas tornar a experiência agradável para o espectador, uma boa trilha sonora, que inclui músicas recentes e clássicos de Etta James, Frank Sinatra e Edith Piaf.
Mesmo trabalhando com os estereótipos da mulher bem sucedida, a esposa traída e insegura e a loira burra, podia-se esperar mais de “Mulheres ao Ataque”. É espirituoso, mas não passa disso. Diverte menos do que poderia e para por aí.

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