A Incrível História de Adaline

O sonho de muitas pessoas, quiçá de todas, é retardar os efeitos do envelhecimento. Que maravilha seria prolongar a aparência jovem para sempre, ainda mais enquanto todas as pessoas continuam ficando mais velhas dia após dia. Seria maravilhoso se fosse possível ter a aparência de uma jovem de 20 e ter, ao mesmo tempo, a sabedoria que vem da experiência acumulada ao longo dos anos, não? Em A Incrível História de Adaline, a personagem que dá nome ao filme, dirigido por Lee Toland Krieger, possui a sorte (será?) de não envelhecer nunca.

Adaline, interpretada por Blake Lively (da série Gossip Girl), nasceu em 1908. Após um misterioso acidente de carro, ela simplesmente para de envelhecer. Logo, descobre que ser jovem por toda a vida não é tão bom quanto parece, e é obrigada a ficar fugindo toda vez que se envolve com alguém. O longa-metragem foca o presente da personagem, quando ela, já com 107 anos, conhece Ellis (Michiel Huisman, da série Game Of Thrones), que insiste em tentar sair com ela. Com medo de se comprometer, Adaline vai cedendo muito aos poucos. Completa o elenco o ator Harrison Ford, no papel do pai de Ellis.
A direção de Krieger cria um ambiente quase de conto de fadas, com a narração em off muito presente. Entretanto, a escolha cai bem com a temática, uma vez que o filme tem um pouco de fantástico – Adaline não envelhece, por motivos inexplicáveis. Fora que, no fundo, A Incrível História de Adaline é uma história de amor.

Apesar de ser um tanto previsível e trazer um romance perfeitinho demais, o filme conquista o espectador com um bom roteiro e com boas atuações. A Incrível História de Adaline é uma obra bastante triste – e essa melancolia está incomodamente presente, trazendo profundidade à história. A obra de Krieger pode não trazer nada muito de novo, mas cativa e emociona. Um grande êxito, em meio a tantos romances sem sal por aí.

| Gabriel Fabri