Como Sobreviver a um Ataque Zumbi

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Na cola de Zumbilândia e Meu Namorado é um Zumbi, comédias que misturam filmes de zumbi com filmes adolescentes, o longa-metragem Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, de Christopher Landon, apresenta tudo o que se pode esperar dele: referências à cultura pop, humor negro, muita correria e sangue, em meio à chance de jovens desajustados provarem que podem ser melhores do que aparentam.

Na trama, três amigos vão acampar no dia em que os alunos do último ano estão dando uma festa secreta. É uma data especial para Augie (Joey Morgan), em que ele deveria receber a medalha máxima entre os escoteiros. Cansados da má fama que levam por participar do grupo, Ben (Tye Sheridan) e Carter (Logan Miller) decidem abandonar o amigo na floresta e ir para a festa, o que pode ser a chance de suas vidas de iniciarem sua vida sexual (ou melhor, social). Já com as camisinhas no bolso, eles encontram, porém, um obstáculo no caminho: a cidade inteira se transformou em um cenário apocalíptico, onde boa parte das pessoas foram transformadas em zumbis. Com a ajuda da garçonete Denise (Sarah Dumont), que trabalha em um clube de strip-tease mas não é stripper (sabe-se lá o porquê desse moralismo, como se ela não pudesse ser stripper para ter a simpatia do público, o que é uma bobagem), eles precisam salvar os seus pescoços e encontrar Kendall (Halston Sage), a irmã de Carter por quem Ben está apaixonado.
Embora às vezes soe forçada demais, como em sua sequência inicial, a comédia garante bons momentos de humor e adrenalina, como a impagável cena do trampolim e também a que um zumbi canta “Baby One More Time”, de Britney Spears. Com enredo simples e alguns truques previsíveis, o filme não impressiona, mas diverte. O ponto forte é que Como Sobreviver a um Ataque Zumbi fala abertamente sobre sexo – o que o faz parecer ousado em alguns momentos. Se essa questão, tão cara na adolescência, fosse explorada com um pouco mais de complexidade, talvez o filme conseguisse um resultado melhor – não há um pio sobre experimentar a homossexualidade e a personagem de Denise, enfim, seria bem mais interessante se o seu trabalho no clube de strip-tease, mesmo apenas como garçonete, agregasse algo à trama, além de uma sequência engraçada. No fim das contas, é um filme mediano sobre garotos que querem se firmar e “ver uns peitinhos”. Muitos meninos certamente vão se identificar com os personagens.
Gabriel Fabri

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