Procurando Dory

Das grandes animações da Pixar, Procurando Nemo com certeza ficou marcado na memória por conta não do personagem título, mas de uma coadjuvante inesquecível, porém bastante esquecida: Dory, o peixe que sofre de perda de memória recente, roubou a cena no longa-metragem de 2003. Mais de uma década depois, a personagem retorna aos cinemas, dessa vez como protagonista de Procurando Dory. Andrew Stanton (Wall-E) retorna na direção.

A premissa é bastante semelhante à do primeiro filme. Dory, após se dar conta de que não se lembra de sua família, parte com Marlin e Nemo para o outro lado do oceano para tentar encontrar os seus pais. Para piorar o fato de que ela não se lembra deles, nem como se afastou do pai e da mãe, Dory é capturada – assim como Nemo, no primeiro filme – e levada para uma espécie de Museu do Mar. Marlim e Nemo tentarão resgatá-la.

Embora a premissa seja parecida, Procurando Dory possui uma série de pontos de viradas na história interessantes, provocando várias surpresas no público e prolongando as aventuras dos peixinhos. Além disso, a personagem Dory continua engraçada e o filme consegue ser ainda mais divertido que o primeiro. Vale destacar o trabalho de dublagem de Maíra Góes, que transmite toda a comicidade e espontaneidade da personagem na versão em português. Há também a ponta hilária da apresentadora Marília Gabriela, na voz que, na versão americana, ficou a cargo da atriz Sigourney Weaver, e novos personagens coadjuvantes, como o polvo de sete patas, que faz uma boa dupla com Dory na ausência de Marlim- sua habilidade de se camuflar traz um tom de filme de espionagem para a cena, mais uma novidade dessa continuação.

A importância da família aqui é o tema central do filme, mas Procurando Dory também fala sobre a dificuldade de Dory com a memória – e como, diante das nossas mesmas limitações, somos capazes de superá-las. Em suma, o longa-metragem é uma história leve de amizade e superação. Não é emocionante como Up ou criativo como Divertida Mente, mas os fãs saudosistas e a nova geração de crianças com certeza sairão do cinema mais leves.

| Gabriel Fabri

O blogueiro assistiu ao filme á convite do site O Que Tem Na Nossa Estante.