Minha Vida de Abobrinha

Indicado ao Oscar 2017 de Melhor Animação, Minha Vida de Abobrinha (Ma Vie De Courgette) é um desenho franco-suíço em stop-motion com uma história muito simples, mas que conquista o público com os seus personagens fofos e desafortunados.  Dirigido por Claude Barras, o média-metragem é inspirado no livro Autobiography of a Courgette, de Gilles Paris, e foi eleito o representante da Suíça no Oscar.

Após matar acidentalmente a própria mãe, o garoto Abobrinha é levado a um orfanato.  Lá, ele descobre outras crianças com histórias tristes – como o bullier  Simon e a bela Camilla, por quem se apaixona – e, juntos, o grupo descobre que, apesar do passado triste e de não terem pais presentes, eles podem ser felizes, sim. Abobrinha encontra então um novo mundo, e o relata em cartas e desenhos coloridos endereçados ao policial que o levou para o orfanato. Um homem a quem o garoto se afeiçoou.

Equilibrando a tristeza das crianças com bom humor, que vem basicamente da inocência dos personagens que estão descobrindo o mundo, o filme conquista os corações do público mesmo em sua curta duração (a obra tem em torno de uma hora). Abobrinha e sua turma têm uma história triste, e isso fortalece o filme, mas de forma alguma o torna também um filme triste. É uma história otimista, sobre amor, amizade e recomeços. É simples, mas é fácil se deixar envolver pela obra, que também tem um visual impressionante.

Por Gabriel Fabri