Em Ritmo de Fuga: Coletiva com Ansel Elgort e Edgar Wright

Um jovem motorista paga a sua dívida com um mercenário dirigindo para um grupo de criminosos em assaltos a bancos – mas Baby (Ansel Elgort), ao cumprir seu último trabalho, percebe que não será tão fácil livrar-se de Doc (Kevin Spacey). O garoto, vale a pena ressaltar, tem uma característica peculiar, além de ser muito ágil ao volante: ele é movido a música, sempre escutando algo nos fones de ouvido. Essa é a premissa de Em Ritmo de Fuga (Baby Driver), que chega aos cinemas nessa quinta-feira. Elgort (A Culpa é das Estrelas) e o diretor Edgar Wright vieram ao Brasil promover o longa-metragem e conversaram com a imprensa.

Wright começou explicando que optou por fazer as cenas com o maior realismo possível, trocando os estúdios pelas estradas. E mesmo quando havia o uso de um dublê, Elgort não escapou de atuar. “O principal é que Ansel aprendesse esses truques para que, nas outras sequências, ele soubesse o que estava fazendo”, comentou o diretor.  “Mesmo que eu quisesse, eles não me deixaram fazer tudo, eles não queriam que eu matasse o Jamie Foxx ou o Jon Hamm”, completou Elgort, bem-humorado, em referência aos colegas de elenco.

Para fazer Em Ritmo de Fuga dar certo, Wright contou com a ajuda de um editor sempre presente no set, com a preocupação do timing das cenas com as músicas escolhidas para cada uma delas – como Baby passa o filme todo ouvindo canções, pode-se dizer que a trilha sonora é também um protagonista nessa obra. As canções, inclusive, foram escolhidas antes das filmagens, já estando decididas no roteiro. Com experiência em teatro musical, Elgort tem Gene Kelly como uma grande referência, e espera um dia chegar perto do patamar do astro de Sinfonia de Paris. No set, Ansel foi coreografado por Ryan Heffington, o responsável pelo videoclipe “Chandelier”, da cantora australiana Sia.

Questionado sobre se a música era uma espécie de religião para Baby, o diretor filosofa. “Pessoas usam música como uma válvula de escape, que de alguma forma transforma sua vida, seu humor”, afirma Wright. “Ela milagrosamente se conecta com sua vida, e acontece algo assim todo dia, você começa a ouvir uma música e entra um solo de guitarra e você fica: uau! A essência do filme são os momentos assim em 112 minutos”. Elgort completa: “algumas das melhores músicas foram escritas por motivos religiosos”.

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Por Gabriel Fabri