Correndo Atrás de Um Pai – Crítica

Às vezes uma comédia bem intencionada, mesmo que não tenha muito êxito no humor, pode ser muito mais bem-sucedida do que um longa-metragem dos mais escrachados e divertidos. É o caso de Correndo Atrás de um Pai, filme de Lawrence Sher (Roteirista de Os Gatões – Uma Nova Balada). Embora não consiga criar situações hilariantes, a obra conquista o coração da plateia ao explorar a fundo o amor entre dois irmãos e o sentimento de ausência de uma figura paterna, comum a muitas pessoas.

A trama conta a história de dois irmãos, Kyle (Ed Helms) e Peter (Owen Wilson), que, no dia do casamento da mãe (Glenn Close), descobrem que a pessoa que sempre acharam ser o seu pai, e que supostamente teria morrido de câncer de cólon, na verdade foi uma invenção de sua mãe, que nunca teve certeza de quem era o pai dos dois homens. Ambos resolvem então sair em busca do patriarca, crentes de que ele era Terry Bradshaw, famoso ex-jogador de futebol americano (que interpreta a si mesmo no papel). J. K. Simmons completa o elenco.

Com alguns momentos engraçadinhos, incluindo uma ousada situação politicamente incorreta envolvendo uma carona a um homem negro (algo que certamente merece um debate mais profundo), Correndo Atrás de Um Pai tem sucesso especialmente ao discutir a importância das figura paterna e focar nas diferenças e conflitos entre os dois irmãos. O filme surpreende no final – se o roteiro inteiro focou na importância de ter um pai, o desfecho emociona com uma grata homenagem a todas as mães solteiras.

Por Gabriel Fabri

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