A Noite do Jogo – Crítica

Após dirigirem juntos Férias Frustradas, remake do filme de mesmo nome de 1983, a dupla de diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein se reúne na comédia A Noite do Jogo. Com Jason Bateman e Rachel McAdams nos papéis principais, o longa-metragem arranca boas gargalhadas com a história de um grupo de amigos que se envolvem em perigo real, achando fazer parte de uma encenação.

Na trama, Max (Bateman) e Anne (McAdams) são um casal que tentam ter um filho, mas estão com dificuldade. Os espermas do homem não estão bons, e a suspeita é que tenha a ver com o stress causado por uma rivalidade dele com o irmão Brooks (Kyle Chandler), muito mais rico e charmoso, que está voltando para a cidade para uma visita. Toda semana, o casal se reúne com os amigos para uma noite de jogos – mas agora, irão jogar na casa do irmão, e a emoção será muito real. Como os jogos de escape room, em que os participantes vivem uma experiência real dentro de uma sala, a proposta de Brooks era um jogo  em que os participantes encontrariam pistas de um sequestro de mentira  para desvendar o paradeiro da vítima. O problema: nessa noite, Brooks é sequestrado por bandidos de verdade.

Uma noite de diversão que acaba em confusões com o crime (fácil lembrar de A Noite é Delas aqui) é uma premissa boa, mas que exige criatividade para dar certo. Em A Noite do Jogo, o humor funciona, e as risadas vem de situações absurdas e criativas, com a ajuda do charme do elenco, cujos personagens se dividem em três casais bastante distintos, para além do irmão e do vizinho bizarro.

Equilibrando bem a ação, o desenvolvimento dos personagens e as piadas, A Noite do Jogo diverte e usa a seu favor todos os elementos que tem na mesa: aquele comentário idiota no começo do filme que vira realidade, o jogo de mímica que de repente pode ser útil para se safar de bandidos, uma pista aleatória retirada do jogo que faz sentido na vida real, uma arma supostamente de mentira causando muito perigo para os personagens, entre outros exemplos. Assim, o roteiro bem amarrado, combinado com as boas atuações, em especial de McAdams, garantem o sucesso do longa-metragem, que ainda guarda espaços para temas relevantes, como o conceito de sucesso e de “perdedor”, ou as dificuldades das relações sociais, como a figura do vizinho esquisitão, que parece saído de um filme de terror.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de A Noite do Jogo clicando aqui.

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