Oito Mulheres e Um Segredo – Crítica

Após o sucesso da trilogia iniciada com Onze Homens e Um Segredo (2001), dirigido por Steven Soderbergh (por sua vez uma refilmagem do clássico de Lewis Milestone estrelado por Frank Sinatra), o glamour dos roubos perfeitos hollywoodianos está de volta agora com um time de criminosos totalmente feminino. Com direção de Gary Ross, de Jogos Vorazes, Oito Mulheres e Um Segredo aposta na mesma fórmula dos filmes anteriores, sem grandes novidades ou ousadias.

Na trama, Sandra Bullock é Debbie Ocean, uma criminosa que acaba de sair da cadeia por bom comportamento. Durante os cinco anos nos quais ela passou encarcerada, a mulher elaborou um plano para um roubo perfeito, daqueles que honrariam a memória de seu falecido irmão, interpretado por George Clooney nos outros filmes da franquia. Para roubar um colar de diamantes do pescoço de uma atriz (Anne Hathaway) no jantar do MET Gala, ela contrata um time de outras seis mulheres, que a ajudarão a trocar o colar por um falso durante o evento. Completam o elenco: Rihanna, Cate Blanchett, Helena Bonham-Carter, Mindy Kaling, Sarah Paulson e Awkwafina.

Repetindo os elementos dos outros filmes, começando por reunir um elenco com estrelas de peso em Hollywood, Oito Mulheres joga para não se arriscar. O diretor, com facilidade, conduz as atrizes para a realização do plano perfeito misturando ação e humor, focado em transformar o filme em uma experiência agradável e divertida. E nada mais. Nesse meio, todas as atrizes brilham, mas quem rouba a cena mesmo é Anne Hathaway. Com um time de sete personagens extremamente habilidosas e inteligentes, Anne satiriza o esteriótipo da atriz burra e garante os melhores momentos do filme.

Uma experiência divertida e satisfatória,  Oito Mulheres e Um Segredo deve agradar a todos os públicos. Entretanto, fica aquém do esperado por não trazer nada muito original. Ao contrário, por exemplo, do remake feminino de Caça-Fantasmas, no qual o fato da equipe ser composta apenas por mulheres trazia um grande diferencial para a trama, impactando no humor ao brincar com questões de gênero, aqui a única diferença foi ter saído do mundo dos assaltos a bancos e cassinos para um baile da elite da moda. Por sua vez, um esteriótipo. Na era da Hollywood politicamente correta, fica faltando também algum contraponto ao super time, alguma pedra no sapato na realização do plano infalível, algo básico em qualquer bom roteiro. Talvez fique para a sequência.

Por Gabriel Fabri

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