Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo – Crítica

Quando foi anunciado a criação de um musical da Broadway com músicas do ABBA, banda responsável por sucessos como Dancing Queen e Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight), apenas um roteiro, o de Catharine Johnson, trazia uma ideia original que fugisse de uma mera homenagem ao grupo sueco. A história escapou aos palcos e tornou-se um sucesso mundial em 2008, quando reuniu um elenco de estrelas em Mamma Mia! O Filme. Uma década depois, o diretor Ol Parker (Imagine Eu e Você) assume a direção da sequência em Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo.

Um ano após a morte de Donna (Meryl Streep), Sophie (Amanda Seyfried) planeja os últimos detalhes da festa de reinauguração do hotel, reformado e batizado em homenagem a sua falecida mãe. Enquanto o público acompanha os preparativos finais do evento, flashbacks mostram a história de como Donna (Lily James) chegou àquela ilha grega e como conheceu os três homens de sua vida (interpretados na vida adulta por Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgård).

Mesmo com uma década separando o filme de sua continuação, o novo Mamma Mia! impressiona negativamente pela falta de criatividade na premissa. O longa-metragem simplesmente filma a história já contada no primeiro filme, o caso de Donna com os três amantes, e a ela pouco agrega, além de reforçar a imagem de mulher independente da protagonista. Com exceção do primeiro e divertido número musical, When I Kissed The Teacher, tudo soa meio como uma repetição menos inspirada do primeiro filme, só que sem o frescor de novidade. A regra aqui é clara: jogar seguro, sem riscos, e apelar para a nostalgia de quem amou o filme de 2008.

O ponto alto de Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo é a participação da cantora Cher. Não que haja algo de surpreendente nela, uma vez que a cantora, uma poderosa diva da música, chega interpretando uma poderosa diva da música. Mas a sua presença tem impacto e graça, e culmina no melhor momento do filme – o que leva o público a pensar porque a história daquela avó não foi melhor explorada ao longo do roteiro. Cantando Fernando ao lado de Andy Garcia, Cher entrega o melhor momento do filme, e ofusca a ponta desnecessária de Meryl Streep no desfecho.

Por Gabriel Fabri

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