Megatubarão – Crítica

Uma equipe de exploradores descobre uma nova camada de profundidade no oceano e encontra um Megalodonte, uma espécie pré-histórica de tubarão que acreditava-se estar extinta. Para resgatar os biólogos, o mergulhador Jonas (Jason Statham) é chamado de emergência – mas, a partir de uma brecha aberta durante o resgate, o tubarão que habitava até então águas desconhecidas sobe ao Oceano Pacífico e se torna uma ameaça a todos. Essa é a premissa de Megatubarão, longa-metragem de Jon Turteltaub (de A Lenda do Tesouro Perdido).

Embora demore a engrenar, com uma introdução um tanto quanto desnecessária sobre uma missão antiga de Jonas, Megatubarão cumpre o que se pode esperar de uma produção descompromissada ao ponto de filmar um Yorkshire fugindo de um tubarão gigante: entretenimento leve, com ação e humor equilibrados, e personagens pouco desenvolvidos compõem o roteiro, que não proporciona nada muito memorável ou original – a começar pelo protagonista, uma vez que Statham repete o seu papel de herói de sempre, em uma versão um pouco mais “bom moço”.

Com apenas alguns comentários óbvios sobre a interferência dos humanos no planeta e a influência do poder econômico na vida das pessoas e nas pesquisas científicas, representado na figura do patrocinador preocupado apenas com números, Megatubarão não é um filme relevante, mas consegue ter algum brilho. Isso acontece com o reforço de sua personagem mais carismática: a garotinha de oito anos, interpretada pela chinesa Sophia Shuya Cai, que rouba a cena com sua esperteza e traz alguns dos melhores momentos do filme. A atriz, em certos momentos, brilha mais que o tubarão.

Por Gabriel Fabri

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