Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald – Crítica

Após o fim da franquia Harry Potter, que rendeu oito sucessos estrondosos de bilheteria, a saga do “menino que sobreviveu” parece ter chegado ao fim. Entretanto, o seu universo mágico não. Com roteiro e produção de J. K. Rowling, autora dos livros, Animais Fantásticos e onde Habitam acertou ao trazer, com bom humor, novos personagens e novas criaturas a esse mundo. Agora, a sequência Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald começa a aprofundar a conexão entre as duas histórias, ao explorar a origem de Alvo Dumbledore, professor de Harry.

Na trama, o jovem Newt Scamander (Eddie Redmayne) está de volta a Londres, proibido de continuar suas viagens para pesquisar criaturas mágicas para o seu livro. Ele recebe, porém, de seu antigo professor, Dumbledore (Jude Law), a missão de viajar clandestinamente à França para encontrar Credence (Ezra Miller), o perturbado jovem bruxo que estava desaparecido desde os acontecimentos em Nova Iorque, no primeiro filme. Newt precisa encontrá-lo antes dos funcionários do Ministério da Magia, que querem matá-lo por considerá-lo uma ameaça, e antes de Grindelwald (Johnny Depp), cujos planos diabólicos envolvem manter Credence vivo e ao seu lado.

Com direção de David Yates, que comanda o universo de Harry Potter nos cinemas desde 2007, e outro roteiro original de Rowling, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald mantém as características que deram certo no primeiro filme da nova franquia: o bom humor e o tom leve da aventura, a atenção especial aos personagens, e as criaturas fofas e curiosas da maleta de Newt. Tudo está lá e fazem com que o filme seja uma experiência divertida. O problema é que nada disso é novidade e o longa-metragem perde esse frescor, mesmo com um retorno a Hogwarts e com a presença de um grande personagem da série original, o agora jovem Dumbledore.

Uma aventura divertida, o novo Animais Fantásticos deve agradar aos fãs do universo de Harry Potter, em especial por trazer conexões mais explícitas às histórias da primeira saga. Entretanto, o filme sofre com a falta de algo de novo mais substancial além das conexões com Harry Potter e de preparar o terreno para o terceiro filme da franquia: talvez um vilão mais interessante servisse, mas Depp, que a produção lutou tanto para manter no elenco após os protestos pedindo a sua saída, não decola, e parece mais um modelo posando de vilão do que um personagem mau em si. Quem já teve Voldemort ou mesmo um mocinho dúbio como Severo Snape dificilmente se contentará com os “perigos” desse personagem.

Por Gabriel Fabri

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