A Morte Te Dá Parabéns 2 – Crítica

O grande trunfo de A Morte Te Dá Parabéns era, além de sua protagonista forte, não se levar a sério. A história de Tree (Jessica Rothe), estudante que revive o dia de sua morte todos os dias, deixava o slasher em segundo plano para explorar as frustrações de sua protagonista ao ser morta todos os dias – uma comédia adolescente, portanto.  Em A Morte Te Dá Parabéns 2, o espírito do primeiro filme continua intacto e o roteiro coloca a protagonista em situações ainda mais mirabolantes.

Agora, é Ryan (Phi Vu) quem começa a reviver o mesmo dia. Entretanto, ele intui que essa anomalia era um efeito do seu projeto de ciências, que teria se auto-acionado no dia anterior. Ao tentar consertar o loop no tempo, Tree acaba voltando para o dia de seu aniversário, assim como no primeiro filme. Entretanto, ela parece ter parado em uma outra dimensão e o dia se repete de uma outra forma, com um novo assassino, mas a mesma máscara de bebê.

Totalmente inverosímel, A Morte Te Dá Parabéns 2 brinca com isso, em uma espécie de auto-paródia: a explicação para os acontecimentos, um projeto de ciências, é estapafúrdia, e essa é apenas uma das graças do filme, que tenta divertir pelo exagero e pelo absurdo. Nesse contexto, clichês de Hollywood como o momento que o grupo decide se unir e salvar o dia soam propositalmente ridículos. A graça está nisso, em um filme que, em poucos momentos se deixa levar a sério.

Ao invés de trocar os personagens e repetir uma mesma fórmula, como é praxe em franquias como Premonição e Jogos Mortais,  A Morte Te Dá Parabéns 2 acerta ao continuar a história original, repetindo sim a mesma forma, mas trazendo novos desafios para a protagonista – que continua cativando no papel de heroína e adolescente revoltada (com as suas próprias mortes).

Por Gabriel Fabri

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