Durante a Tormenta – Crítica

Imagine se você pudesse se conectar com alguém do passado e impedir que essa pessoa, uma criança com talento para música, morresse atropelada? Em Durante a Tormenta, Vera (Adriana Ugarte), por meio de uma televisão velha, consegue salvar a vida de Nico Lasarte, mas no dia seguinte descobre que essa alteração no passado de um desconhecido mudou completamente a sua vida.

Essa é a premissa do longa-metragem de Oriol Paulo, produção espanhola que chega ao Brasil direto na Netflix. No caso, Vera acorda no dia seguinte solteira, com um novo emprego de cirurgiã e sem a sua filha, que nunca teria nascido. Desesperada, ela recorre então a um policial (Chino Darín), que tenta descobrir o que aconteceu com essa mulher que alega ter tido uma vida completamente diferente até o dia anterior.

O filme consegue fisgar o público na saga da protagonista, principalmente por quebrar a sua busca contando, em paralelo, a história do menino, que já teria morrido sem a intervenção de Vera. O ponto em comum nas duas histórias é o fato do vizinho de Nico ter assassinado a esposa na noite da morte do garoto, uma vez que o assassinato se torna um mistério no presente, já que Nico não morreu ao descobrir o que aconteceu.

Embora seja envolvente, Durante a Tormenta aposta em uma reviravolta que só não é mais previsível porque é forçada. Isso enfraquece a resolução do filme, mesmo que a revelação consiga, satisfatoriamente, amarrar a história. O longa-metragem merecia, em suma, uma conclusão menos redondinha e mais impressionante.

Por Gabriel Fabri

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