Rocketman – Crítica

Após o sucesso de Bohemian Rhapsody, cinebiografia de Freddy Mercury ganhadora de 4 Oscars, a expectativa para Rocketman apenas aumentou: o longa-metragem dirigido por Dexter Fletcher (Voando Alto) conta a história do cantor Elton John, responsável por hits como Don’t Go Breaking My Heart e Tiny Dancer. Além da missão difícil de retratar um ícone do pop com milhões de fãs ao redor do planeta, o filme ainda chega com o inevitável peso das comparações.

De fato, a história de Mercury e John tem suas semelhanças: os dois começam do nada, atingem a fama rápido, se perdem no meio de drogas e bebidas, descobrem-se homossexual e se envolvem com os seus agentes. São dois personagens ousados, talentosos e extravagantes que fizeram história na música.

Enquanto o filme de Brian Singer preferiu entregar aos fãs do Queen um grande show, em uma experiência mais saudosista e dedicada aos fãs, Rocketman mergulha mais fundo na história de John. Para suprir o fato de que a trajetória do artista não foge muito do clichê da ascensão de um astro do rock (só notar as semelhanças apontadas entre a história dele e de Mercury), o filme tenta adicionar um pouco de magia: além dos figurinos caprichados, que são um show à parte, as cenas musicais trazem elementos lúdicos que dão um charme ao filme, e o fio condutor da narrativa, que mostra Elton caracterizado na terapia, revela-se uma boa escolha para conduzir a história.

Com boa atuação de Taron Egerton e esse toque lúdico, Rocketman agrada e conquista a simpatia do público. Entretanto, fica a sensação de que falta algo a mais no longa-metragem para torná-lo memorável: um grande ápice musical, por exemplo, poderia fazer toda a diferença.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de Rocketman clicando aqui.