X-Men: Fênix Negra – Crítica

Quando se fala em filme de herói hoje, a primeira imagem que nos vem à cabeça é o Universo Cinematográfico da Marvel, que nesse ano entregou o desfecho de alguns arcos narrativos em Vingadores: Ultimato. Entretanto, quem deu o ponta-pé no fenômeno dessas produções foram os X-Men. O primeiro-filme, dirigido por Bryan Singer, abriu caminho para as outros sucessos surgirem. Após o personagem de Wolverine ter sua história encerrada em Logan e muitas viagens no tempo, a Fox encerra a franquia dos mutantes com X-Men: Fênix Negra. Afinal, com a compra do estúdio pela Disney, que detém os direitos do Universo da Marvel, o futuro da franquia é incerto e reformulações são esperadas.

Depois de discutirem muito a possibilidade de lançar filmes solos dos mutantes, quando apenas Wolverine saiu do papel, Jean Grey (Sophie Turner) é a primeira mulher entre eles a ganhar um filme com o seu nome. A história, entretanto, é atrelada a de outros personagens da franquia Primeira Classe, cujos eventos antecedem o filme de 2000 no qual Grey era interpretada por Famke Janssen. Retornam então Professor Xavier (James McAvoy), Mística (Jennifer Lawrence) e Magneto (Michael Fassbender), entre outros.

A trama conta a origem da personagem, que, assim como Xavier, tem uma mente com grandes poderes, capaz de ler pensamentos e controlar coisas. Após absorver no espaço uma força e um outro planeta, Grey recupera a memória de sua infância, e passa a ficar perturbada com a sua força e com o seu passado.

Simon Kinberg, que assume a direção após trabalhar no roteiro dos X-Men Apocalipse e Dias de Um Futuro Esquecido, acerta ao focar a história nas dores e nos conflitos da personagem principal. O roteiro, ao não focar em uma situação clichê de bem contra o mal, acaba entregando o melhor filme da franquia em anos, depois do violento e ousado Logan. O clima é denso e não é quebrado por piadinhas de heróis descolados e idealizados – o grupo aqui tenta entender seus poderes, suas consequências e suas individualidades, o que torna o filme mais poderoso, embora tudo isso seja apenas pincelado, sem muita profundidade.

Embora X-Men: Fênix Negra deixe pontas mal explicadas, como o destino da personagem Mística e algumas pontes que ligariam o filme ao de 2000, é um excelente filme de ação. O central aqui é a discussão sobre a dor e a sua importância, e também as consequências ao tentar varrê-la para debaixo do tapete.

Por Gabriel Fabri

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