Fora de Série – Crítica

Só quem foi aquela pessoa que só tirava notas altas no colégio, mas não era convidada para as festas, sabe que o único ou maior consolo para encarar esse período com alguma dignidade é “eu tiro notas altas, vou ser alguém na vida, vai valer a pena”. Molly (Beanie Feldstein), entretanto, vê seu mundo cair quando descobre que os populares também vão para boas faculdades e percebe o erro que foi só focar nos estudos durante a juventude. Essa é a premissa de Fora de Série, deliciosa comédia adolescente que marca a estreia de Olivia Wilde na direção.

Faltando apenas um dia para a formatura, Molly resolve que sua história será diferente, e que não irá se formar sem ter se divertido no colegial. Junto com a sua melhor e única amiga, Amy (Kaitlyn Dever), ela decide ir à festa de um dos garotos mais populares da escola – só que, além de não ter sido convidada, ela sequer sabe o endereço.

Com uma sensibilidade aguçada para os dramas adolescentes e um humor afiado, Fora de Série pode facilmente figurar entre as melhores comédias do ano. Exagerando nos esteriótipos adolescentes, como na cena em que se mostra a bagunça na sala de aula, o filme consegue boas risadas, ao mesmo tempo em que reforça a visão também estereotipada que as protagonistas têm desse ambiente e que será desconstruída. Mas vai além, na medida que coloca a dupla de amigas totalmente para fora da sua zona de conforto, colocando-as para enfrentar seus medos e ir atrás dos seus desejos.

Com destaque para uma sequência hilária envolvendo drogas e Barbies, Fora de Série trata com leveza e profundidade os dramas da adolescência, sem economizar na comédia, que transita entre o humor negro, o pastelão e os diálogos bem-humorados. Assim, fica ao lado de Quase 18, Oitava Série e Diário de Uma Adolescente no hall dos grandes filmes adolescentes dos últimos anos.

Por Gabriel Fabri

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