Bad Boys Para Sempre – Crítica

Bad Boys Para Sempre traz Will Smith e Martin Lawrence de volta como os agentes Mike e Marcus

Vinte e cinco anos após o primeiro filme, Bad Boys Para Sempre dá continuidade à história dos agentes Mike (Will Smith) e Marcus (Martin Lawrence), provando que a química entre os dois personagens ainda funciona, mesmo após a aposentadoria.

Quando Mike é baleado por um homem em uma moto, Marcus decide se aposentar de vez da polícia enquanto o parceiro se recupera do atentado. Querendo voltar à ativa, à revelia do capitão Howard (Joe Pantoliano), Mike começa a investigar quem teria tentado executá-lo.

O novo Bad Boys demora para engrenar e deve ter certa dificuldade em agradar quem não conhece ou não é fã dos filmes anteriores. Por sorte, o humor do filme funciona muitas vezes, principalmente por conta de Lawrence, agora um senhor aposentado, devoto a Deus e fora de forma.

Essa comicidade alivia a falta de criatividade do roteiro, que não empolga muito – um dos motivos é o vilão sem sal, que executa com precisão cirúrgica os planos de sua mãe controladora. Cá entre nós, um garoto que é capacho da própria mãe não convence como gênio do crime, mas, no contexto do filme, parece que tudo bem, afinal, o importante é ter alguém do narcotráfico, de preferência latino, para ser o malvado. Nada da genialidade do novo Exterminador do Futuro, por exemplo, que na América de Trump optou por trazer a questão do latino e do imigrante para dentro da narrativa.

Bad Boys Para Sempre ainda força uma conexão pouco criativa como plot twist do enredo, que faz até pensar se este terceiro filme não estaria fazendo uma espécie de paródia do gênero em Hollywood – entretanto, os indícios são poucos, e o mais provável é que a criatividade faltou mesmo. A sorte, porém, é que bom humor não falta.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de Bad Boys Para Sempre abaixo:

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