As Rainhas da Torcida – Crítica

Ao lançar o seu novo álbum Madame X, a cantora Madonna usou o Instagram para protestar contra a matéria da revista do The New York Times sobre o seu novo trabalho: Madonna aos Sessenta era o título da reportagem que tanto desagradou a Rainha do Pop. Não é de hoje, entretanto, que Madonna coloca luz sob um preconceito pouco falado, mas muito presente, na sociedade: o ageismo. É sobre esse problema que o filme As Rainhas da Torcida, com direção de Zara Hayes, vai tratar, com muito bom humor.

Na trama, Martha (Diane Keaton) é uma senhora que decide que não irá fazer a quimioterapia para tratar o seu câncer. Ela vende as coisas de seu apartamento e se muda para um condomínio de idosos para morrer em paz. Entretanto, ela não contava conhecer a sua vizinha, Sheryl (Jacki Weaver), uma senhora elétrica. A energia e entusiasmo de sua colega a inspiram a tirar um grande sonho do armário: o de ser líder de torcida. Juntas, as duas resolvem montar um clube com outras moradoras do condomínio, desafiando os limites que a sociedade impõe à idade.

A questão colocada no filme é a seguinte: por quê não? Se essas senhoras, que não são mais atléticas, e que têm todas as mais diferentes dores no corpo, querem ser líderes de torcida, por que não poderiam? Com muito bom humor, o filme discute as limitações que a sociedade coloca com a questão da idade, mas a reflexão pode ser expandida para outras coisas: por que podemos ou não podemos fazer tal coisa? O que idade, sexo, orientação sexual, tem realmente a ver?

As Rainhas da Torcida inspira o público a encarar a vida com outros olhos, a olhar no espelho e se perguntar, “o que eu gosto em mim?”, e a ousar fazer o que deseja – sem se importar com a sua idade, suas limitações, sua falta de habilidade, e principalmente, sem se importar com a opinião dos outros sobre isso.

Por Gabriel Fabri

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