Filme sobre Hebe Camargo retrata momento em que apresentadora “transborda”

Em coletiva de imprensa, a atriz Andréa Beltrão e a roteirista Carolina Kotscho comentaram sobre o filme “Hebe: A Estrela do Brasil”

Com estreia programa para o dia 26 de setembro, Hebe: A Estrela do Brasil, de Maurício Farias, retrata o Brasil dos anos 1980, no período da redemocratização. “É o momento no qual a Hebe transborda”, conta a roteirista, Carolina Kotscho. “É a transformação de sua vida pessoal e profissional e também a do país”. Em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, estiveram presentes também Andréa Beltrão, Maurício Faria, Claudio Pessutti, Lucas Pacheco e Clara Ramos.

A roteirista explica a escolha do recorte do filme, que optou por retratar apenas um fragmento da vida da apresentadora de televisão Hebe Camargo, e não a sua trajetória completa. “Nós temos que pensar que tipo de reflexão a história da Hebe nos traz”, afirma. “É angustiante o quanto o filme é atual, o quanto o mundo mudou nesses quatro, cinco anos que a gente tem trabalhado nisso”. De início, esse recorte era uma celebração, visando mostrar um pouco do começo da luta pelo feminismo e os direitos LGBT, que vinham com uma força e trajetória crescente. “De repente, virou a mesma luta, olha a gente tendo que falar tudo isso de novo, tendo que comprar essas brigas de novo”, lamentou.

Para a roteirista, Hebe Camargo era uma mulher que propunha o diálogo e defendia a liberdade de expressão. “É uma frase dela: ninguém vai dizer o que a gente pode e o que não pode fazer”, afirma Kotscho. “Ninguém faz mais perguntas hoje em dia, e ela fazia perguntas de verdade”. Apesar de ter apoiado a ditadura e figuras como Paulo Maluf, a apresentadora sabia voltar atrás quando estava errada e teve um papel importante na defesa de minorias. “Ela tinha o microfone na mão e deu voz para pessoas que estavam proibidas de falar. Quem que está fazendo isso hoje?”, questiona.

A atriz Andréa Beltrão, que interpreta Hebe, afirma que não tentou fazer uma imitação da apresentadora e que o diretor, Maurício Faria, a deixou livre para criar a sua própria Hebe. “No momento em que me convidaram para o filme, já me libertam do caminho da imitação”, explica a atriz, que não foi uma escolha óbvia, por não ser parecida com a personagem.

Ela também contou, como curiosidade, que se emocionou de verdade ao fazer a cena com Roberto Carlos (interpretado por Felipe Rocha), por se lembrar de quando o próprio cantor esteve presente na série A Grande Família, ocasião na qual ela se emocionou muito.

O longa-metragem gerou, até agora, 1267 empregos direto para o país.

Confira o trailer de Hebe: A Estrela do Brasil:

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