Hebe: A Estrela do Brasil – Crítica

Filme sobre a apresentadora Hebe Camargo, interpretada por Andréa Beltrão, foge da proposta de uma cinebiografia comum

Falecida em 2012, a apresentadora de TV Hebe Camargo ganha homenagem no longa-metragem Hebe: A Estrela do Brasil. Dirigido por Maurício Farias (Vai Que Dá Certo 2), o filme acerta ao fugir da proposta de fazer uma cinebiografia. O roteiro opta por um recorte de um momento de sua carreira e, assim, acerta ao retratar, além da figura cativante da apresentadora, uma parte importante da história brasileira.

Confira a cobertura da coletiva de imprensa do filme

Interpretada por Andréa Beltrão, Hebe comanda um programa de sucesso na TV Bandeirantes, no qual tenta trazer pautas na época consideradas controversas, relacionadas ao universo LGBT. Entretanto, o Brasil acaba de entrar no seu período de redemocratização, no qual a apresentadora ainda enfrenta problemas com a censura.

Ao evitar fazer um panorama da carreira de Hebe, o longa-metragem consegue dar conta da importância e da personalidade marcante da apresentadora. A decisão é mais do que acertada, resultando em um filme envolvente e cativante. Mais do que isso, porém: um filme necessário. Hebe: A Estrela do Brasil traz à tona a censura no Brasil, tema que, infelizmente, volta a ser da pauta de hoje. Um alerta de que o passado, com censura, retaliações e medo está mais próximo do que imaginamos.

Em determinada cena, o cabeleireiro de Hebe, que está morrendo de AIDS, explica que a sua doença não tem cura. “Ninguém se importa com doença de bicha e drogado”, ele afirma. A sensação que Hebe: A Estrela do Brasil traz é de que o Brasil deu um giro de volta para os anos 1980, no qual preconceitos governavam em detrimento da informação.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de Hebe: A Estrela do Brasil :

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