Expocine: “Marighella” estreia em 2020, garante diretor da Paris Filmes

Márcio Fraccaroli garantiu, em conversa com o Pop with Popcorn, a estreia de Marighella e afirma que filme de Wagner Moura não foi censurado

Programado para estrear no dia da consciência negra, o filme Marighella, dirigido por Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge, teve lançamento cancelado, em uma atitude vista com suspeita por muitos. Durante a Expocine, Márcio Fraccaroli, diretor geral da Paris Filmes, conversou com o Pop with Popcorn sobre o assunto e negou se tratar de um caso de censura. Segundo ele, Marighella estreia nos cinemas em 2020. A conversa ocorreu antes do anúncio da Spcine de que o filme tinha ganhado o edital de distribuição da empresa.

Marighella tem um problema gerencial entre a produtora e a Ancine, são motivos de burocracia, mas a gente acredita que o filme deva ser lançado no primeiro semestre do ano que vem”, explica Fraccaroli. “Não teve censura, não teve nenhum movimento político de mudança de data”.

Por conta do teor político do filme, ele acredita o adiamento da estreia tomou uma proporção maior do que devia. “É um problema burocrático que milhares de projetos têm lá”, completa, afirmando se tratar de uma questão envolvendo o Salic, cadastro do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, da O2 Filmes. “Assim que eu conseguir a liberação da produtora, vamos tratar o filme como tem que ser tratado. Vai ser lançado ano que vem, com certeza”.

“O filme está bem feito, tem o seu valor artístico e a sua contribuição, o que vale para mim é que Mariguella é bem realizada como obra cinematográfica”, conclui. “É uma questão burocrática, não tem nada mais do que isso, o resto é especulação”.

Segundo O Globo, a produtora deveria ter informado a data de estreia com 90 dias de antecedência, por questões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Entretanto, a O2 não conseguiu informar no prazo, pois o contrato com o FSA ainda não estava formalizado.

Polêmica

O próprio Mário Magalhães, autor da biografia do guerrilheiro, criticou a decisão, endossando a suspeita de que a obra pudesse ter sido censurada. “É este o filme que não consegue estrear no Brasil. É esta a história que não querem que seja conhecida. É este o personagem que pretendem condenar ao esquecimento. O esquecimento é amigo da barbárie”, escreveu em suas redes sociais em setembro.

Por Gabriel Fabri

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