Feliz Aniversário – Crítica

Com Catherine Deneuve, Feliz Aniversário cita Festa de Família, filme inaugural do Dogma 95

Não é coincidência que o título original de Feliz Aniversário seja Fête de Famille, “Festa de Família”, em tradução livre do francês. Este é o nome do clássico filme inaugural do movimento Dogma 95 dirigido pelo dinamarquês Thomas Vinterberg. Mais de vinte anos depois, Cédric Kahn escreve, atua e dirige o longa-metragem que conta também a história de uma desastrada reunião familiar, mas, agora, com foco na França.

O longa-metragem traz Catherine Deneuve no papel de Andréia, a matriarca de uma família classe-média francesa. O seu aniversário, entretanto, é marcado por desavenças com a chegada de sua filha Claire (Emmanuelle Bercot), que há muito tempo não visitava a família. A discórdia está colocada quando ela dá um ultimato para a venda da casa, comprando, em parte, com o dinheiro dela.

Se Festa de Família, de Vinterbeg, desnudava as hipocrisias e desavenças de uma família aparentemente normal com o estilo cru, quase documental, do Dogma 95, Feliz Aniversário o faz com uma linguagem mais convencional e grandes atores. Entretanto, cita o filme dinamarquês com a presença de um cineasta fracassado na família, que pretende registrar em vídeo toda a celebração. O longa-metragem de Kahn tenta tirar o mesmo véu de uma família normal, e consegue, da sua própria maneira: expondo as dificuldades em se lidar com uma pessoa que esteja fora dos eixos e também o racismo velado com o namorado negro da filha adolescente.

Com uma presença marcante de Emmanuelle Bercot, Feliz Aniversário não tem a genialidade do filme de Vinterberg, mas diverte com bom humor.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de Feliz Aniversário:

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