Um Lindo Dia na Vizinhança – Crítica

Dirigido por Marielle Heller, Um Lindo Dia na Vizinhança rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator para Tom Hanks

Em 1998, um jornalista da revista Esquire aceitou escrever uma reportagem sobre Fred Rogers, um popular apresentador de TV de um programa infantil dos anos 1960 chamado Mister Rogers’ Neighborhood (ou “A Vizinhança de Mister Rogers”, em tradução literal). O artigo inspirou Um Lindo Dia na Vizinhança, longa-metragem de Marielle Heller (dos premiados Poderia Me Perdoar? e Diário de Uma Adolescente) que rendeu a Tom Hanks uma indicação ao Oscar pelo papel de Rogers.

O longa-metragem foca na interação entre o apresentador e o jornalista, Tom Junod, este interpretado por Matthew Rhys. Cético, o repórter acaba tirando da interação com Rogers uma lição de vida, e começa a repensar todo o seu relacionamento com a família, em especial com o pai ausente.

Um Lindo Dia na Vizinhança se esforça demais para ser belo e trazer mensagens inspiradoras. O resultado é arrastado e não emociona – o maior problema é que a figura do apresentador é chapada, e não há nada de muito profundo nessa idealização. Tom Hanks age como uma espécie divina de sábio, e seu único traço de suposta imperfeição é quando ele fala que não é perfeito e também já errou com os filhos, um exemplo, na verdade, de humildade e que corrobora a sua idealização.

O foco do filme é na transformação pessoal de Junod, mas essa não emociona quanto poderia, pois o filme coloca carga demais em uma simples história que, em suma, é a de um homem que, através de um contato com outro mais velho, mudou algumas visões e atitudes.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de Um Lindo Dia na Vizinhança abaixo:

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