365 DNI: O mais novo filme erótico da Netflix

Leia a resenha do polonês 365 DNI, filme erótico da Netflix

Lançamento da Netflix, e atualmente um dos filmes mais vistos na plataforma de streaming no Brasil, o polonês 365 DNI vem ocupar o vácuo deixado pelo fim da franquia soft porn Cinquenta Tons de Cinza. Dirigido por Barbara Białowąs, o longa-metragem erótico chama atenção pelas cenas de sexo e pela trama inusitada – aqui, entretanto, não quer dizer que ela é boa.

Em 365 DNI, Laura é sequestrada por um traficante rico que acredita que ela é a mulher de sua vida, uma vez que, no dia em que seu pai faleceu e ele quase morreu, Massimo teria a visto de longe, na praia. O homem então, impõem à mulher um ano de cativeiro, o que seria o suficiente para provar para ela que ela deveria se apaixonar por ele. Romântico, não?

Comparar esse filme chega a ser ofensivo com a trilogia baseada na obra de E. L. James. Afinal, Christian Grey, o galã de Cinquenta Tons de Cinza, era um homem bem-sucedido, não um bandido; ele respeitou sua pretendente a ponto de não tocá-la até ela assinar o contrato da relação BDSM; ele tinha os seus demônios, mas o interesse dele em Anastácia parecia minimamente genuíno, e a recíproca era válida. Por mais que a relação dos dois fosse problemática, era possível entender o fascínio que Grey causava em Anastasia. Aqui, porém, 365 DNI força a barra e não tem nenhuma verossimilhança.

A relação de Laura e Massino desafia as leias de atração: Massino tem dinheiro, poder e beleza. E só. No fundo, é um menino mimado e violento, que nunca ouviu um não na vida. É tão inseguro que, ao invés de flertar com a mulher com quem gostaria de ter um relacionamento, ele simplesmente a sequestra, obrigando-a a passar tempo com ele. Então ele a seduz provocando-a com seu corpo e deixando-a fazer muitas compras no seu cartão de crédito.

365 DNI passa longe de uma abordagem crível de uma pessoa com Síndrome de Estocolmo. Para isso, o roteiro deveria explorar melhor a personalidade de sua protagonista, para entender como ela poderia se submeter aos caprichos daquele homem inseguro e violento e se apaixonar por ele. Não o faz. Por outro lado, também teria que ter dado mais humanidade ao protagonista, para encontrarmos nele, por baixo de tanta coisa errada, algo verdadeiramente humano. Massino ser apenas rico e sarado não cola.

Com um clímax sem graça e um final aleatório, fica difícil encontrar algo interessante em 365 DNI para além de atores bonitos e cenas de sexo bem filmadas.

Por Gabriel Fabri

Assista ao trailer de 365 DNI abaixo:

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