Eu Me Importo

Eu Me Importo, da Netflix, rendeu indicação ao Globo de Ouro para Rosamund Pike

O título dessa nova produção da Netflix, Eu Me Importo, ou o original “eu me importo muito” (I Care a Lot) não poderia ser mais irônico. Assim como o seu desfecho sagaz e levemente maldoso. Com Rosamund Pike no papel principal, o longa-metragem de J Blakeson garantiu à atriz de Garota Exemplar uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Comédia – mesmo que o filme não seja, de fato, uma comédia.

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Rosamund Pike acredita que não dá para enriquecer vivendo a vida pelas regras – ser honesto é uma mentira que os ricos inventaram para manter pobres os pobres e ricos os ricos. Ela é uma cuidadora do idosos, entretanto, encabeça um esquema de extorquir ao máximo os velhinhos endinheirados. Até que escolhe Jennifer (Dianne Wiest) como a sua próxima vítima.

Eu Me Importo é um filme diferente pois brinca com a base do cinema hollywoodiano, que é o melodrama. Há, à princípio, um maniqueísmo exacerbado: a personagem de Pike é o mal personificado, e ganha dinheiro roubando idosos inocentes – existe algo mais nojento que isso? Entretanto, o filme aos poucos quebra esse maniqueísmo à medida que descobrimos mais sobre Jennifer, e suspeitamos que a protagonista resolveu golpear, sem saber, uma pessoa mais perigosa do que ela.

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Logo, não há um herói, e esse maniqueísmo, apesar de não se desfazer completamente (você ainda vai ser #teamJennifer com certeza), é abalado. Eu me importo logo vira um jogo do “sujo falando sobre o mal lavado”, e isso é uma diversão deliciosa, exagerada, que ainda entrega o melhor, ou talvez o único, final possível.

Por Gabriel Fabri

Confira o trailer de Eu Me Importo abaixo:

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