Sonic 2: O Filme

Sonic 2: O Filme marca retorno de Sonic, com novos personagens da franquia, aos cinemas

Em Sonic – O Filme, boa parte do humor do longa-metragem, inspirado no icônico personagem dos videogames dos anos 90, vinha das descobertas da criatura com o mundo dos humanos, e de suas tiradas ora inocentes ora um pouco sarcásticas. O humor sagaz do ouriço azul está de volta em Sonic 2: O Filme, embora, nesta sequência, uma vez estabelecida a dinâmica de Sonic com a sua família na Terra, o foco agora seja ampliar a mitologia do universo.

Também dirigido por Jeff Fowler, Sonic 2 – O Filme retoma o elenco anterior, com Jim Carrey repetindo o papel do caricato vilão. Robotnik, porém, agora age motivado por vingança, e não mais a mando do governo dos EUA. Exilado no Planeta Cogumelo, ele retorna para acertar as contas com Sonic. Entretanto, se alinha com um outro poderoso alienígena ouriço, Knuckles (Idris Elba), para encontrar uma poderosa esmeralda que pode transformar Robotnik em um vilão ainda mais poderoso. Com duas ameaças para enfrentar, Sonic também precisa se virar sem a ajuda de Tom (James Marsden), que vai com a esposa em uma viagem para um casamento. Entretanto, também contará com a ajuda de um novo amigo ouriço, Tails (Colleen O’Shaughnessey).

Se Jim Carrey era o ponto fraco do filme anterior, o seu vilão caricato agora divide um pouco das atenções com a outra nova ameaça, Knuckles, o que é um alento para o público. O frescor do novo personagem Tails também traz novas dinâmicas para a sequência, que funciona mais pelo humor do Sonic e da dinâmica dele com os personagens, do que pela ação em si. Destaque para a presença de Natasha Rothwell, que mais uma vez rouba a cena, agora com o seu casamento.

Sonic 2: O Filme é leve e divertido, mais pelas boas construções dos diálogos, personagens e situações cômicas, do que pela parte de ação, que parece um tanto arrastada, ainda mais com a ameaça ainda caricatural do vilão de Carrey. Embora o intuito desse personagem seja, de fato, ridicularizar uma figura autoritária, a presença dele, ainda que menor, continua um pouco cansativa. Sonic 2 vale também pela mensagem de positividade do filme, cujo protagonista, com uma ingenuidade própria de uma criança, mantém a cabeça erguida mesmo diante de vários erros e adversidades.

Por Gabriel Fabri (@_gabrielfabri)
Jornalista, especializou-se em Cinema, Vídeo e TV pelo Centro Universitário Belas Artes. Colaborou com Revista PreviewRevista FórumEm Cartaz e com o livro O Melhor do Terror dos Anos 90 (Editora Skript). É autor de Fora do Comum – Os Melhores Filmes Estranhos e O Pato – Uma Distopia à Brasileira.
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