O Protocolo de Auschwitz – Um Passado Tão Presente e Que Não Pode Ser Ignorado

O Protocolo de Auschwitz é o representante da Eslováquia no Oscar 2021

Se você nunca viu um filme da Eslováquia e nem sabe muito bem onde fica este país da Europa Central, saiba que o diretor, ator e produtor Peter Bebjak sabe muito bem o que se passa atualmente no Brasil. Por isso, sem dar spoiler, preste bastante atenção e fique com os ouvidos bem abertos durante os créditos finais do filme “O Protocolo de Auschwitz”, que chega às principais plataformas de streaming nesta quinta-feira, 08 de abril.

Indicado do país ao Oscar 2021 de melhor filme internacional, mas que infelizmente não ficou entre os cinco finalistas, “O Protocolo de Auschwitz” conta a história real de dois jovens judeus, Freddy e Walter, que são deportados para o terrível campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde morreram cerca de 1 milhão de pessoas. Com a ajuda de vários internos, eles conseguem fugir pelas montanhas da Eslováquia até atravessar a fronteira e encontrar o auxílio da Cruz Vermelha.

O filme é extremamente sóbrio, e por isso mesmo extremamente doloroso, ao demonstrar as crueldades praticadas pelos nazistas alemães. Logo no início é muito impactante a imagem de um dos presos dependurados diante da cerca de entrada do campo de concentração. Mais adiante, também é marcante a cena em que o torturador mata um dos presos que se revolta e tenta se rebelar.

É impossível não se envolver com a luta dos personagens principais para escaparem dos nazistas, em busca da sobrevivência, e lamentar a brutalidade de alguns seres humanos, que se acham superiores aos demais, acreditando no totalitarismo e na intolerância. Mas se você acha que este fato já foi muito retratado no cinema e que faz parte do passado, poderá estar redondamente enganado e, repetindo, será surpreendido pelos créditos finais, que já podem figurar como um dos momentos de maior intensidade dos filmes que estrearam neste ano.

As sequências finais também são de grande beleza ao demonstrar como os dois fugitivos tornaram-se personagens importantes da história ao escreverem um relatório contando em detalhes as milhares de mortes que ocorreram no campo de concentração e que muitas vezes foram negadas por muitas autoridades internacionais, por serem absurdas demais e soarem como algo inacreditável. Portanto, é necessário que muitos filmes como “O Protocolo de Auschwitz” continuem a ser realizados para que essa história jamais seja esquecida e muitos líderes internacionais não insistam em querer repetir com diferentes níveis de intolerância, todas inaceitáveis.

Por Guilherme Bryan

Confira o trailer de O Protocolo de Auschwitz abaixo:

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