Meu Ex é um Espião – Crítica

De Agente 86 a A Espiã Que Sabia de Menos, a comédia de espionagem tem tradição em Hollywood por facilmente misturar ação e humor com naturalidade. Um agente secreto atrapalhado ou uma pessoa comum que se envolve em uma missão por acidente é sempre uma boa premissa para adrenalina e atrapalhadas. Não é diferente no divertido Meu Ex é um Espião, longa-metragem de Susanna Fogel estrelado por Mila Kunis (Perfeita é a Mãe 2) e Kate McKinnon (Caça-Fantasmas).

Na trama, Audrey (Mila) lamenta que o seu namorado, Drew (Justin Theroux), tenha terminado com ela na véspera de seu aniversário – exatamente um ano após eles terem se conhecido, naquela mesma data. No dia seguinte, entretanto, ela recebe a visita de dois homens que revelam que Drew é um espião da CIA e está encrencado. Ela e sua melhor amiga, a hilária Morgan (Kate McKinnon), logo se vêem envolvidas numa conspiração internacional, sem saber em quem confiar. Como, por exemplo, o suposto agente do MI-6 Sebastian (Sam Heughan, da série Outlander).

Com roteiro inteligente, que equilibra ação e humor, Meu Ex é um Espião se destaca pelo carisma das personagens, em especial a hilária Morgan. O filme traz várias piadas sobre feminismo e o feminino, brincando com objetos tipicamente relacionados a mulheres, como um batom que dá lugar a um dedo decepado, e com questões como as diferenças entre os dois sexos. Tudo isso embalado no contexto de duas pessoas comuns envolvidas em uma trama de espionagem, que tem que lidar com as feridas de serem rejeitadas, além das pessoas tentando matá-las. A diversão é certeira e o filme ainda levanta questões atuais e contundentes, sem cair em um tom panfletário ou cansativo.

Por Gabriel Fabri

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